Sete...
Não vou articular acerca de matemática, porque dela nada ou pouco
percebo.
Mas irei falar do número sete, esse arcano, que – para mim
está claro – que sou dada ao agnóstico, até se torna
zombeteiro.
Mas, porém, nos sete dias que correm na minha semana, e nas sete
noites que recolho a casa – na porta numero sete – em
qualquer outra situação, choraria talvez!
Mas todavia, antes opto por,
encrespar as sobrancelhas, tentando dominar não sei o quê,
porventura as guinadas septenárias que me agudam e me inclinam o
cérebro, preparando-me para o dia seguinte...dêem-mo pois!
Nesses sete dias de que falo, são passagens de ex-groom, em que
saio – da porta do número sete – de salto alto, de
calça ou saia, mais ou menos empiriquitada, airosa e formal, para
um lugar qualquer, devoluto em alhures, num escritório da
Baixa.
Enquanto sigo, colada ao meu
silêncio, com pinchos de tonta, saltito entre os passeios,
tento passar-me invisível nestes sete dias de não-coincidência de
céu azul.
E, entre sete dias de grande satisfação de gritos de mães (oh! Mães
extremosas há poucas), que por entre contumélias de idolatria,
quase que beijo todas a mãos que encontro, e num frenesim tento o
reconhecimento da sobrevivência do dia seguinte.
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